🔒 Alerta: Golpes com uso de documentos falsos nas locações digitais estão se tornando cada vez mais comuns

Nos últimos meses, um novo tipo de golpe tem se espalhado com velocidade preocupante no mercado imobiliário: a locação de imóveis em nome de terceiros, por meio de assinaturas eletrônicas e uso indevido de documentos reais.

O golpe é sofisticado. O pretendente à locação apresenta documentos legítimos — mas que pertencem a outra pessoa, e conclui todo o processo por meio de plataformas digitais. Em alguns casos, chega a fornecer um número de telefone que seria do titular dos documentos, mas que, na verdade, é atendido pelo próprio golpista, se passando por essa pessoa.

O verdadeiro titular? Muitas vezes nem sabe que seu nome e seus dados foram usados.

Esse tipo de fraude pode causar prejuízos significativos tanto para o proprietário do imóvel quanto para a imobiliária que administra a locação. Quando o golpe é descoberto, o imóvel já foi ocupado, sublocado ou até abandonado. Os aluguéis não são pagos. O despejo é demorado. E localizar o verdadeiro responsável se torna um desafio jurídico e prático.

🕵️‍♂️ O que está por trás desse golpe?


Com a popularização das assinaturas eletrônicas e o excesso de confiança em análises automatizadas de crédito, muitos contratos são fechados sem qualquer verificação presencial da identidade. Imobiliárias, buscando agilidade, confiam exclusivamente no parecer das seguradoras — sem falar com o titular, sem pedir firma reconhecida, sem exigir entrega presencial.

Isso abre espaço para a ação de golpistas, que conseguem alugar imóveis usando dados de terceiros, muitas vezes obtidos por furto de identidade, vazamento de dados ou falsificações sofisticadas.

✅ Como prevenir esse tipo de fraude?


Diante da recorrência desses casos, é fundamental adotar medidas simples, porém eficazes, de segurança:

– ❌ Não aceite exclusivamente assinatura eletrônica em contratos de locação feitos em nome de terceiros
– ✍️ Exija o reconhecimento de firma por autenticidade em cartório
– 👤 Sempre que possível, peça que o próprio interessado entregue pessoalmente o contrato na imobiliária

Essas providências reduzem drasticamente o risco de fraude e reforçam a segurança jurídica da locação.

⚖️ Conclusão

O mercado imobiliário está em constante transformação, mas a tecnologia não pode ser usada de forma ingênua. O desejo de agilizar processos não pode superar o dever de proteger o patrimônio dos clientes. É dever de toda imobiliária séria adotar protocolos de segurança preventiva e orientar seus colaboradores quanto aos riscos desses golpes.

Se você é proprietário e confia a gestão do seu imóvel a uma imobiliária, pergunte sobre o processo de análise dos locatários. Exija transparência e responsabilidade.

E se você é gestor ou corretor de imóveis, revise seus procedimentos internos. A sua reputação — e a segurança do seu cliente — dependem disso.

Moisés Teixeira – OAB/PR 40.116
Especialista em Direito Imobiliário pela PUC/PR
Membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/PR
Membro da AD NOTARE – ACADEMIA NACIONAL DE DIREITO NOTARIAL E REGISTRAL
Atendimento em todo o Brasil
☎️ (41) 3308-7585 | WhatsApp: (41) 99716-7740

Compartilhe:

Outros artigos